História

Quem fomos, porque existimos


Longe vai o tempo em que crianças e idosos nasciam cresciam e viviam num meio rural, familiar e com grandes redes de vizinhança, sem cooperação da Sociedade, estado e organismos públicos.

A 24 de Julho de 1955 a freguesia do Reguengo do Fetal foi pioneira na fundação de uma instituição, primeiramente de apoio à meninez, vindo a ser oficializada em 8 de Junho de 1960.

Esta obra foi inicialmente pensada e elaborada para responder às necessidades da população da aldeia que trabalhava fora e não tinha onde deixar os seus filhos enquanto iam trabalhar, criando para isso a valência de Jardim-de-infância.
Mais tarde, devido ao aumento da população idosa, no concelho da Batalha, e com um aumento do fluxo migratório, os responsáveis pelo CPA/RF viram-se “obrigados” a restruturar e aumentar os seus serviços para conseguir dar respostas a todas a faixas etárias da sua população.

Face a essa realidade, pensaram em construir um edifício sede. Como já tinham o espaço, cedido pelo Padre José do Espírito Santo, começaram a angariar fundos, junto da população residente no país e junto das comunidades a residir no estrangeiro.

Para o mesmo efeito, passaram a realizar no terreno destinado à construção do edifício, um arraial todos os anos no mês de Julho, tradição que ainda se mantém nos dias de hoje, não com um arraial, mas comemorando este dia com diversos eventos abertos à comunidade, muitas vezes em parceria com a autarquia e junta de freguesia.

Com um crescimento saudável, a cada ano que foi passando, o CPA foi crescendo, acrescentando respostas sociais ao Jardim-de-infância, que lhe deu origem. Foi aumentando a capacidade, as instalações, os recursos humanos, com despesas e orçamentos cada vez mais elevados, justificando que a 24 de Julho de 1981 o CPA fosse constituído IPSS.
A 28 de Julho 1990, o edifício oficial do CPA/RF foi fundado pelo P. José Vieira de Oliveira, pároco que serviu a paróquia do Reguengo do Fétal durante 46 anos, e inaugurado por sua Exa o Secretário de Estado da Segurança Social Dr. J. L. Vieira de Castro.

Com a boa vontade e o empreendedorismo das várias direções, o CPARF foi crescendo e alargou o leque das suas respostas sociais, implementando o SAD (atualmente a prestar apoio a 42 utentes), o Centro de Dia (atualmente a prestar apoio a 5 utentes, mas com capacidade para prestar apoio para 30 utentes), a ERPI (com capacidade e a prestar apoio a 84 utentes), e mais recentemente a creche (com berçário), com capacidade e a prestar apoio a 35 crianças, complementando o jardim-de-infância, com capacidade para 75 crianças.

Ao longo dos anos, principalmente nos últimos 10, o CPARF sofreu grandes alterações, adaptações, ampliações, no edificado, que melhoraram a qualidade dos serviços prestados e permitiram um aumento da capacidade em todas as respostas sociais. Bem como uma maior parceria com a comunidade.